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nômades
e fortes

nós, que fomos

fomos.
até me parecer mais que suficiente,
até eu ver que já não éramos
e duvidar que eu era
– mas eu era.

se viermos a ser
somos
de novo

gostava muito que não parecesse jamais suficiente
pra não se esvair aquele quê
insatisfeito, ausência-vazio
cujo esgotamento-preenchimento
nos levaria ao fim.

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sempre nosso

"Antes de você ser, eu sou
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés"
(Moraes Moreira e Galvão)

o amor
que se projeta
que se idealiza
que se dissolve
depois de transbordar

o amor
que se aprende a dar
de alguns jeitos
pra algumas pessoas

que alimenta expande vibra
peito arfante
pelos no contrafluxo
pulsando

esse amor é seu.
está em você.
não se acaba, se transporta
move-se corredeira, córrego, rio, mar

pode até secar
mas é seu
é nosso.

o amor é sempre nosso
sempre nosso.
os outros...
são outra história.

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espera

aguardei por muitos dias

uma mensagem sua.


no dia em que eu soube que

tanto fazia se ela chegaria ou não,

vi o mundo sob outra ótica


não era questão da mensagem vir,

nem mesmo de seu conteúdo


era sobre a minha espera:

o que eu estava esperando

nunca chegaria com você.


bom mesmo foi chegar

em mim mesma

– e gostar.

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encontros

no momento
em que a onda
que-
bra-
da
se choca contra a areia
e se esparrama pelo chão à sua frente

eu a observo:
peito aberto
tête-à-tête

nesse momento,
por um instante,
nossos segundos
se encontram
(nossos segredos, também)

seus respingos me tocam
o ar que ela movimenta me sopra
posso ver lá dentro

(como se a janela de uma casa acolhedora
pela qual, da rua, se vê
quadros, poltrona
uma luz amarela ao lado da planta,
de repente te convidasse pra entrar)

um instante e posso imaginar
toda a minha vida ali.

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